Memórias póstumas de um filho pródigo

Isolado no mais profundo nível da solidão experimentei o sabor amargo de meu desespero. Quão horrendo me era ao paladar da alma o gosto deplorável do erro. Como se derramam rapidamente as areias finas de uma ampulheta, assim também se derramavam minhas lagrimas escorrendo de meus olhos jorrando direto das profundezas de minhas emoções. Lágrimas cheias de significado, tais como: desespero, remorso, arrependimento, algumas até de alivio, menos de felicidade. Esta já havia partido e pensei que nunca mais voltaria.

O que me restava era apenas uma sensação de perda irreparável e de desprezo que se misturava com um som assombro de gritos de luto por um sonho já acabado pelo meu próprio punho.

O desespero era tão grande, a fome por alivio tão intensa que chegava por vezes a desejar bolotas de misérias dos porcos que estavam diante de mim naquele chiqueiro mundano. Mas não passava de desejos motivados pelo meu próprio desespero. Como eu queria poder acreditar no inacreditável. Imaginava que talvez fosse a única forma da situação ser mudada. Exatamente, estou falando de um milagre. Sem ter pra onde correr ou com quem contar, pensava comigo: La na casa eu tinha tudo. Mas joguei tudo fora. Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai, e direi:

- Pai, pequei contra ti e contra os céus, sei que não sou digno de ser teu filho. Trate-me ao menos como um de teus empregados. Então corri desesperadamente aos braços do Pai. Hoje fui envolvido pelos seus braços tenros de AMOR e tive a resposta tão sonhada e desejada. Já não sou mais folha jogada ao vento, pois fui aceito de volta ao lar. Você, ´´FILHO PRÓDIGO“ que partiu abandonando a ´´CASA DO PAI“, até quando permanecerás no caos narrado acima? Volte pra casa, pois o pai esta a te esperar. Volta pra casa, mano.

Louvado seja o Pai Eterno.

 

Por: Daniel Andrade

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