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MEDITAÇÃO : Diná, as jovens crentes e a curiosidade pelas coisas do mundo
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| Enviado por Webmaster em 20/02/2010 12:17:31 |
Depois de morar por um tempo em Sicote, no vale do rio Jordão, Jacó se mudou com sua família para Siquém. Foi naquela cidade que Abraão, seu avô, havia feito o primeiro acampamento ao entrar em Canaã; portanto, a cidade tinha um significado especial para ele. Também era uma resposta à sua oração, em Betel, de voltar em segurança à sua terra natal.
Jacó comprou algumas terras dos filhos de Hamor. Ali montou suas tendas e construiu um altar para o sacrifício da manhã e da tarde. Também cavou um poço para ter água (ver João 4.14). A família vivia praticamente isolada, para não se misturar com os idólatras cananeus. Aquela era uma recomendação divina que não devia ser desprezada.
Em Gênesis 34, vemos a história de Diná, a filha caçula de Léia e Jacó, que devia estar com uns quinze anos de idade nesse tempo. Como é próprio dos adolescentes, sua curiosidade foi despertada para o que havia sido proibido. Tinha tanta vontade de conhecer os hábitos e costumes dos vizinhos que um dia saiu sozinha e sem autorização para ver como eram as festas deles. Talvez tivesse sido convidada por uma amiga.
Aconteceu que um dos homens da cidade se engraçou com ela. Se isso não bastasse, forçou-a a ter relações sexuais com ele. Aquela era uma situação comum em Canaã, para se ter uma ideia de quão baixos eram os tais "costumes". O homem notou, porém, que aquela mocinha era diferente das outras e acabou se apaixonando por ela. Não podia deixá-la ir embora. Teria que tomar providências para tê-la como esposa.
Enquanto isso, todos começaram a sentir falta de Dina em casa. O que teria acontecido? A notícia correu rapidamente e chegou aos ouvidos de Jacó. Ele ficou angustiado. Como resolveria a situação? Se recusasse o pedido de casamento, seria malvisto pelos siquemitas; se concordasse, estaria desobedecendo a uma ordem clara de Deus. Era necessário encontrar uma solução; afinal, a moça estava detida na casa do filho de Hamor, um dos homens mais importantes da cidade.
Quando estive meditando na passagem bíblica que conta essa história, eu lembrei como muitas adolescentes cristãs têm se parecido com Diná.
Posso relacionar dois pontos cruciais que identificam a filha de Jacó com muitas jovens crentes de hoje:
(v. 1) - "Saiu Diná a ver as filhas da terra"
Segundo Flavio Josefo, havia um grande festival em Siquém, e Diná foi lá para ver de que maneira as mulheres daquele país se vestiam. Diná teve interesse por aquilo que não podia. Ir a Siquém foi fundamental para que Diná atraísse o interesse de Hamor, príncipe de Siquém. Da mesma forma, muitas adolescentes têm tido amizade (Tg 4.4) e até amor (1 Jo 2.15) pelos atrativos mundanos.
Conheço algumas adolescentes que passaram a ter grandes afinidades com amigos não cristãos. Muitas tinham um caráter cristão dentro da igreja e um mundano nos colégios. Depois se saírem para festas e diverimentos seculares, algumas chegaram a engravidar dos garotos. Outras, saíram da igreja e não voltaram mais. Com isso, não quero dizer que não se pode ter relações sociais com as pessoas não crentes, mas o problema está quando se age como Diná, "sair para ver as filhas da terra". Jovens, mantenham-se firmes na casa do Senhor (Hb 10.25)!
(v. 2) As atitudes do príncipe Hamor
Hamor era um príncipe heveu na terra de Siquém. Seu status lhe dava a ousadia de ter quantas mulheres ele quisesse. Se, porventura, ele não tivesse esse cargo tão alto, provavelmente não atrairia a mesma atenção feminina. Para conquistar Diná, o processo começou na curiosidade até chegar à violação e ao aliciamento. Os estágios foram:
- Viu-a (atração): Ele viu Diná em suas terras e ficou atraído por ela.
- Tomou (ação): Assim como aconteceu com Sansão (Jz 14.1) e Davi (2 Sm 11.2), Hamor também tomou a iniciativa contrária aos princípios divinos.
- Deitou-se com ela (possessão): Diná, então, passou a ser escrava dele.
- Humilhou-a ou estuprou-a (obsessão e compulsão): Por fim, passou a dominá-la e mantê-la como prisioneira.
Dessa mesma forma, os jovens descrentes nunca começam a "orar para saber se a irmã é da vontade de Deus". A primeira ação é perguntar aos amigos se conhecem aquela adolescente crente. Depois, não esperam muito tempo e já partem pra cima. Como as moças se sentem atraídas (já que - assim como Hamor - dificilmente os jovens não crentes não são atraentes e bonitos, na visão delas), eles - sem princípios de pureza e moralidade - partem logo para as relações sexuais. Daí pra frente, surge a gravidez, o fim da vida juvenil, o afastamento de Deus....
A história de Diná e Hamor se segue ao longo do capítulo 34 de Gênesis. No fim das contas, os irmãos de Diná se vingam contra Hamor pelo abuso contra ela e matam-no.
Tudo isso começou pelo simples fato de Diná sair da sua terra para conhecer outra que não podia. A recomendação de Deus para os adolescentes é que meditem sobre a história da filha de Jacó e analisem seu comportamento. Tenho visto muitas adolescentes reclamarem que "na igreja, não tem nenhum menino interessante" (e vice-versa). Mas o propósito divino é que cada jovem mantenha-se firme, bebendo da própria fonte (Pv 5.15-17; Jr 2.13).
Muitos adolescentes descrentes veem que a saída tem sido se infiltrar no meio evangélico para poderem namorar as jovens da igreja. Assim como Hamor, que topou as exigentes propostas de Jacó só para ter Diná, alguns lobos estão dispostos a ceder às leis denominacionais por puro interesse afetivo, ou seja, estão entre nós apenas para ter o aval legal de se relacionarem com as meninas crentes.
Então, que as adolescentes e jovens cristãs mantenham-se vigilantes (Mt 26.41) e fujam do julgo desigual (2 Co 6.14-17). Se o mundo é interessante e tem seus atrativos, ele não deixa de ser maléfico, maligno e destruidor, além de ir ao encontro do que Deus quer para as nossas vidas.
"... tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles." (Jr 15.19)
Fonte: A-BD
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MEDITAÇÃO : Um jovem segundo o coração de Deus
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| Enviado por Webmaster em 19/02/2010 16:51:45 |
Então respondeu um dos moços, e disse: Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o SENHOR é com ele (I Sm 16:18).
Neste texto lemos sobre a vida de Davi, discorrida de uma maneira abençoada. Leia e reflita sobre os seus dias e sobre a sua vida diante de Deus e faça suas devidas aplicações.
 Como a análise é resumida, vamos nos ater nas qualidades de Davi, descritas no versículo. Ali se diz que: 1) Sabe tocar, o hebraico yodeách naguên, decreve-o assim. Davi tem uma habilidade. As habilidades são ora, natas, ora, perseguidas e adquiridas. O que o distinguia de qualquer outro tocador era sua habilidade com o instrumento, ou seja, a forma como que sendo pastor, procurava também saber tocar bem, não se contia no básico. Ele percebeu que sua ovelhas se acalmavam com música. Algo que somente em anos recentes se tornou alvo de estudos da comunidade científica. A habilidade, por outro lado, denota consciência de si mesmo. Há pessoas que nada sabem ou aprendem, porque possuem uma imagem autodepreciativa. Para aprender qualquer coisa é preciso persistência e acreditar em si mesmo. Quem se doa, faz isso porque sabe que pode chegar. Sabe tocar o que outros chamam de impossível; 2) É valente e vigoroso. Certamente a fama de valente não é das melhores e adquire para nós um caráter pejorativo. Mas valentia aqui não significa ser brigão, ao contrário. Valente é aquele capaz de lutar por seus objetivos. Ser combativo por seus princípios. Neste sentido, um pouco de valentia não faz mal a ninguém. O hebraico do texto usar gibbôr hayyl, um título atribuído a Deus, o El-gibbôr, Deus Todo-Poderoso. Note que o que destacava Davi, ao menos até aqui, como valente, era sua disposição para defender sua possessão (I Sm 17:34, 35). Valente e vigoroso também denota coragem. Coragem para assumir riscos, para empreender, para ir a luta e motivar uma equipe, para se empatizar, tudo isto pouco a pouco aconteceu na vida do salmista. Passando pela frente de batalha e ouvindo as ameças de Golias, não se conteve: O que esse cara pensa que é, desafiando os exércitos de Deus? Será que você é combativo assim? Se Davi fosse apenas bravateiro, suas características destoariam entre si. 3) É homem de guerra, no hebraico ish milkhamah. Homem testado, sujeito á intempéries sem mostrar fadiga. Quantas pessoas há nas igrejas que são melindradas? Especialmente, no que concerne a enxergar pontos negativos no que acontece em sua vida. Um ish milkhamah é alguém que não foge, não se prostra, não se assombra. Chamado está sempre disposto, é subordinado, sabe cumprir ordens. E, sobretudo, é alguém com senso de dever. Ninguém precisa obrigá-lo á luta, ele assume o compromisso. Precisamos como nunca de homens e mulheres de guerra. Como há tantas pessoas hoje fugindo da peleja? 4) É prudente em palavras. O termo é a tradução de nabom davar, sábio no falar, que, aliás, é a palavra usada pela LXX, sofos logô. Envolve todos os contextos bíblicos da pessoa que é prudente, desde guardar a língua (Sl 34:13) até se abster de falar até o tempo adequado (Pv 25:11). Davi tinha esta qualidade pela ironia de permanecer boa parte do tempo do seu trabalho calado. No seu espaço de raciocínio ele percebia que a ação era melhor que a teoria. Como é precioso descobrir a importância de ser comedido, de não procurar "dar pitaco" em tudo. Afinal, quem muito fala muito erra, como diz o ditado popular. Tiago faz uma advertência maravilhosa, demonstrando a importância dada ao assunto: Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo (Tg 3:2). 5) Possui gentil presença. É um ish tôar, seu esboço, sua forma e aparência, configuram-se como propostos. Não basta parecer, é preciso ser. Davi era uma homem que entregava o que prometia. Veja o que usa a LXX, agathos tô eidei, bom para ver. Sua presença era simpática, criava um clima de amizade e empatia, se enturmava. Jesus era assim. Os fariseus criticavam essa sua característica. Ele era um homem do povo, sem demagogia, mas também sem distinção (I Cr 15:29). Sua credencial não era a empáfia, mas suas obras. Há quem rogue uma presença carrancuda para demonstrar seriedade, ledo engano segundo Davi. É preciso ser uma pessoa contagiosa, não por seus defeitos, mas por suas virtudes. 6) O Senhor é com ele. Yavé imô, no original. O registro como que coroa a descrição do personagem. Nada das características anteriores significaria muita coisa se Davi não tivesse o Senhor sobre sua vida. Mas a frase diz mais. Ela afirma que a distinção mais elevada de alguém não é sua habilidade, coragem, disposição ou prudência. Ninguém pode gloriar-se em nada disso, dado o caráter volátil e disseminado delas. Jeremias focaliza da maneira mais crua e enfática a problemática: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra... (Jr 9:23,24). Conhecer ao Senhor é o diferencial de Davi, que seja o seu também! Fonte: Blog do Daladier Lima |
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